Os caras que amei e os caras de hoje em dia...

30 de outubro de 2011

Comprometido, sarado, rico, pobre,enrolado, livre, estranhos, faladores, tímidos, com manias, sem nenhuma mania, médico, advogado, engenheiro, TOP da Coca-cola. Charmoso, vaidoso, despreocupado. Não importava o tipo, importava o gosto. (questão sexual não envolvida, algo além disso). Eu só queria que o cara tivesse no mínimo um senso de humor, uma sacada rápida das coisas, atitude, gostasse de estudar e já estivesse estabelecido em alguma carreira. (Somando tudo isso = Um cara inteligente).

Eles sabiam do espaço deles e do meu. Não invadiam. Não ficavam de papo furado, não se faziam de desentendidos. Não colavam, não enchiam meu saco. Eram sensíveis à sua maneira. Objetivos e sem frescura. Não existia sedução barata. Nem drinks caros. Existia verdade, noção, empatia, troca. Não a coisa romântica de casamento, de felizes para sempre. Mas existia a noção real, de querer bem, querer estar ali com quem te faz bem. Sem fingir ser o que não é. Sem forçação de barra. Sem ficar ligando pra deixar recado, quem tem o que dizer não deixa recado. Existia o bom humor, ironia, o respeitar sem invadir. Existe fracasso também. Não existe perfeição. Quem quer ser príncipe demais acaba sendo meio chato, carente e sem graça.

Essa é a grande sacada de você saber escolher com quem quer se relacionar. Por que as coisas estão muito loucas hoje em dia.
Você está numa mesa de bar, restaurante com os seus amigos, curtindo uma música, vivendo seu momento light. Então o garçom chega te trazendo um guardanapo com um desenho do seu rosto. Uau! Quem terá sido o cidadão que perdeu tanto tempo observando você e você nem notou? Você pensa em agradecer e  fica envergonhada , mas não quer deixar ele sair sem falar com você, no entanto, você demora e ele vai, mas antes outro bilhete com o garçom, agora, com o telefone dele. E advinha o que você faz? Você não liga claro. Mas e se fosse coisa do destino? E a coisa do ‘’ pagar pra ver’’? Se é pra rolar já rola, e se não é pra rolar, a gente já desencana, já tira da frente. O que anda acontecendo é que está tudo rápido demais. Só sexo não resolve. É uma delícia, mas é algo que mexe muito com a nossa energia. Se não souber dosar, ela vai toda embora de uma vez.
É por isso que a gente despensa caras grude que não respeitam a nossa individualidade e mais que isso, caras que te pagam um drink e acham que você está inclusa no pacote, que já pode ir tocando, beijando, ir levando pra casa.

Se você convida alguém pra assistir um filme, não significa transar loucamente, mas as pessoas enxergam o que elas querem e isso às vezes é bem complicado. Lógico que pode rolar um clima e um sexo maravilhoso. Mas forçar um clima é beem diferente. Ainda mais com quem você mal conhece. Gente vamo combinar? Tem muito homem bom, mas também tem muito Shrek por aí. Só que aí você filtra, faz isso por você, evita desgaste desnecessário.
As pessoas não conseguem mais desvincular carinho de sexo. Querem tudo ao mesmo tempo e agora. Não curtem pequenos momentos, a conquista, as risadas, o abraço. Uma pena, porque, a não ser que você esteja em busca de algo casual, esse é o caminho natural. Um leva ao outro.

Acho bacana que as pessoas de hoje estejam mais disponíveis pra se relacionar, acho legal essa cumplicidade do olhar , do momento, mas se principalmente nós mulheres nos preservássemos mais ou selecionássemos mais com quem vamos nos relacionar, poderíamos evitar muitos caras entrões, sem noção e invasivos. Não perderiamos energia e nem tempo com quem não tem nada pra dividir, só sugar.


Ps: As periguetes de plantão já podem fechar a página e me achar a Madre Tereza de Calcutá. Beijos.

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Gente, usem o botão ''curtir'' ai embaixo se gostarem e quiserem compartilhar na rede.O Beijo.

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